terça-feira, 1 de maio de 2012

Sugestões de atividades para o mês de maio

                                                  ABOLIÇÃO   DA ESCRAVATURA
Introdução

Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil. Processo de abolição da escravatura no Brasil
Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana. Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.
A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos.Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.

Herança dos Escravos

Tanto os indígenas quanto os escravos africanos foram elementos essenciais para a formação não somente da população, mas também da cultura brasileira. A diversidade étnica verificada no Brasil decorre do processo de miscigenação entre colonos europeus (portugueses), indígenas e africanos. A cultura brasileira, por sua vez, apresenta fortes traços tanto da cultura indígena quanto da cultura africana. Desde a culinária, onde se verificam o vatapá, o caruru e chegando até a língua portuguesa, é impossível não perceber a influência da cultura dos povos que foram escravizados no Brasil.
A origem da feijoada brasileira tem sido alvo de controvérsias, alguns afirmam que, ao contrário do que é amplamente difundido, não tem origem entre os escravos, mas em um prato português. Nesse aspecto, entretanto, é importante ressaltar que partes dos porcos utilizados no preparo da feijoada não eram usados pelos escravocratas, o que reforça a tese de que, como em outros espaços da cultura brasileira, houve uma reelaboração a partir do que os negros dispunham para sua alimentação.




 Fábulas – “A cigarra e a formiga”
O que é uma fábula?

A fábula é um gênero narrativo que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6º. a.C., na Grécia antiga. Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral ao homem.
Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para o ser humano. Cada bicho simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc.
É uma narrativa inverossímil, com fundo didático.
Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosos.

A fábula já era cultivada entre assírios e babilônios, no entanto foi o grego Esopo quem consagrou o gênero. La Fontaine foi outro grande fabulista, imprimindo à fábula grande refinamento. George Orwell, com sua Revolução dos Bichos (Animal Farm), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).
As literaturas portuguesa e brasileira também cultivaram o gênero com Sá de Miranda, Diogo Bernardes, Manoel de Melo, Bocage, Monteiro Lobato e outros. Uma fábula é um conto em que as personagens falam sendo animais e que há sempre uma frase a ensinar-nos alguma coisa para não cometermos erros. As fabulas são narrativas curtas,que os personagens são animais, que sempre no final mostra uma lição de moral!
A cigarra e a formigaTendo a cigarra, em cantigas,Folgado todo o verão,Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.Não lhe restando migalha Que trincasse, a tagarela Foi valer-se da formiga,Que morava perto dela.– Amiga – diz a cigarra– Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?– À pedinte, ela pergunta.
Responde a outra: – Eu cantava Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga– Cantavas? Pois dança agora!
Os que não pensam no dia de amanhã, pagam sempre um alto preço por sua imprevidência.



Atividade: Representação da fábula “A cigarra e a formiga” através da pintura de uma tela e da colagem das personagens sobre ela.
Objetivos:
a) Conhecer a fábula “A cigarra e a formiga” e fazer uma reflexão sobre a importância do trabalho para a sobrevivência, bem estar e convívio social.
b) Representar a fábula com técnicas de pintura, origami, recorte e colagem.
Conteúdos trabalhados:
- Gêneros textuais – fábulas - Leitura e escrita
- Linhas, formas, cores, medidas, composição, sobreposição, harmonia, textura e planos.
Técnicas trabalhadas:
- Pintura chapiscada, origami, recorte e colagem.
Possibilidades de trabalho:
- Inicialmente fale para os seus alunos sobre as fábulas e as diferentes maneiras que são apresentadas (poesia ou narrativas).
- Fale sobre as características das fábulas: os personagens são animais e sempre, no final, existe a moral da história.
- Leila para os alunos a fábula “A cigarra e a formiga”. Aproveite para trabalhar as palavras chaves da fábula.
- Converse com os alunos sobre a importância do trabalho em nossas vidas, os benefícios que ele nos traz, fale sobre cooperação e convívio social.
- Proponha que façam uma pintura sobre tela e represente a fábula através da dobradura, recorte e colagem.
- Faça com os alunos a apreciação estética dos trabalhos mostrando que mesmo partindo de um mesmo tema, todos os resultados são diferentes e é essa diversidade que faz com que cada trabalho seja único e significativo.
Dicas:
1. Limpe sempre o pincel entre cada demão de tinta.
2. Utilize quantas cores desejar.
Ivete Raffa
Arte educadora e pedagoga



PROFISSÕES
Para garantir sua sobrevivência, o homem sempre precisou trabalhar, seja de foram remunerada ou não. Assim as relações de trabalho foram modificando ao longo da história. Na Idade Média, época que se caracterizou pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial e sistema de produção feudal, as relações de trabalho eram baseadas no trabalho servil, onde o vassalo era obrigado a manter fidelidade ao senhor feudal.
Como essa situação tornou-se insustentável, cada vez mais os servos procuravam, através de lutas, tornarem-se livres para procurar o melhor meio de sustento. A partir daí formam-se em determinados pontos pequenas unidades artesanais, constituindo cidades, valorizando novamente o comércio que agora cresce além dos mares. Neste período predominavam as profissões de sapateiro, artesões, alfaiates e comerciantes em pequenos mercados.
Entre os séculos XVI e XVII começam a ocorrer os grandes descobrimentos científicos e técnicos, facilitando a instalação do capitalista de produção. Com a Revolução Industrial o sistema capitalista se fortificou e as relações de trabalho modificaram-se por completo, houve o aumento significativo da produção material e do rendimento do trabalho, sendo que este sistema é o que impera na maioria dos países até hoje. Toda profissão tem seu valor e para que você possa escolher bem qual será a sua, oferecemos a você informação sobre algumas delas.
Garçom /Guarda de Trânsito  /Advogada  /  Bombeiro  /Cabeleireiro   / Carteiro/ Cientista da Computação/Cineasta   /Costureira/Dentista//Engenheiro//Engenheiro Ambiental//Estilista//Fazendeiro//Fotógrafo//Jornalista//MecânicoMédico/Pedreiro/Pintor//Policial//Professora/Publicitária/Secretária/Veterinário
Profissão é um trabalho ou atividade especializada dentro da sociedade, geralmente exercida por um profissional. Algumas atividades requerem estudos extensivos e a masterização de um dado conhecimento, tais como advocaciabiomedicina ou engenharia, por exemplo. Outras dependem de habilidades práticas e requerem apenas formação básica (ensino fundamental ou médio), como as profissões de faxineiro, ajudante, jardineiro.
Algumas precisam de uma licença especial. Por exemplo, um engenheiro só pode ser responsável por uma obra se tiver o registro no Conselho Regional de Engenharia. Um motorista só estará apto a desenvolver sua profissão caso esteja habilitado pelo DETRAN na modalidade de veículo correspondente.
No Brasil, o salário mínimo que se pode receber por uma profissão é de R$ 622,73, para maiores de 18 anos. Porém, para menores de 18 e maiores de 14 anos, a lei prevê somente meio salário mínimo (R$ 270,00), trabalhando apenas meio turno, na qualidade de aprendiz. Menores de 14 anos, legalmente podem exercer a profissão de estudante. Porém há quem viole a lei explorando o trabalho infantil, o que desencadeia numa multa recisória ou prisão de 0 a 15 anos.
Entre as dez profissões mais procuradas ainda temos cursos que formam professores, o de direito e de engenharia. Outro curso que vem ganhando destaque entre os jovens é a comunicação social. Para saber mais dos cursos que estão em alta veja a lista com os cursos mais procurados pelos estudantes:
1º Medicina/2º Engenharia/3º Direito/4º Administração/5º Ciências Biológicas
6º Comunicação Social/7º Enfermagem/8º Letras/9º Educação Física/10º Pedagogia

HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO: INTRODUÇÃO
Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana e cruel por toda a região da América.Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães de mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e ideias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto. 
Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.  Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grécia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua liberdade.  
ESCRAVIDÃO NO BRASIL
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão de obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão de obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.   
A VIDA DOS NEGROS APÓS A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO
Se a lei deu a liberdade jurídica aos escravos, a realidade foi cruel com muitos deles. Sem moradia, condições econômicas e assistência do Estado, muitos negros passaram por dificuldades após a liberdade. Muitos não conseguiam empregos e sofriam preconceito e discriminação racial. A grande maioria passou a viver em habitações de péssimas condições e a sobreviver de trabalhos informais e temporários.
Você sabia?- 25 de marco é o Dia Internacional em memória da vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos.
HISTÓRIA DOS QUILOMBOS
No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.
Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos. Estes, também conhecidos como quilombolas, costumavam pegar alimentos às escondidas das plantações e dos engenhos existentes em regiões próximas; situação que incomodava os habitantes.Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os ser­viços do bandeirante Domingos Jorge Velho.A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.
COMUNIDADES QUILOMBOLAS NA ATUALIDADE
Muitos quilombos, por estarem em locais afastados, permaneceram ativos mesmo após a abolição da escravatura. Eles deram origens às atuais comunidades quilombolas. Existem atualmente cerca de 1.100 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares. Grande parte destas comunidades está situada em estados das regiões Norte e Nordeste.
O que é 
A senzala era uma espécie de habitação ou alojamento dos escravos brasileiros. Elas existiram durante toda a fase de escravidão (entre o século XVI e XIX) e eram construídas dentro da unidade de produção (engenho, mina de ouro e fazenda de café).As senzalas eram galpões de porte médio ou grande em que os escravos passavam a noite. Muitas vezes, os escravos eram acorrentados dentro das senzalas para evitar as fugas.Costumam ser rústicas, abafadas (possuíam poucas janelas) e desconfortáveis. Eram construções muito simples feitas geralmente de madeira e barro e não possuíam divisórias.Os escravos dormiam no chão duro de terra batida ou sobre palha. Costuma haver na frente das senzalas um pelourinho (tronco usado para amarrar o escravo para a aplicação de castigos físicos).Algumas fazendas do interior do Brasil preservaram estas senzalas que hoje são visitadas como pontos turísticos. Mostram um aspecto importante da história de nosso país: a falta de humanidade com que os africanos foram tratados durante séculos no Brasil.
O TRABALHO DOS ESCRAVOS INDÍGENAS
Os índios foram usados no Brasil desde os primeiros anos da colonização até o século XVIII. Os colonos portugueses escravizaram os índios para que eles trabalhassem, principalmente, na extração de madeira. Os índios escravizados cortavam e transportavam a madeira até as embarcações.Os índios eram muito explorados e recebiam duros castigos físicos quando se recusavam a trabalhar ou faziam algo errado. Muitos não aguentavam a situação e morriam.
O TRABALHO DOS ESCRAVOS AFRICANOS NO BRASIL
Os portugueses que colonizaram o Brasil foram buscar na África a mão de obra necessária para a cultura da cana-de-açúcar. Os escravos trabalhavam em todas as etapas da produção do açúcar, desde o plantio até a fabricação do açúcar nos engenhos. Trabalhavam de sol a sol e eram castigados com violência quando não cumpriam ordens, erravam no trabalho ou tentavam fugir. Tinham que executar todos os trabalhos solicitados por seu “dono”.
As mulheres escravas também trabalhavam muito, porém alguns tinham a “sorte” de realizarem serviços domésticos (limpeza, culinária, cuidar das crianças). Essas tinham uma atividade menos penosa.Os filhos dos escravos trabalhavam desde muito cedo. Por volta dos oito anos já eram obrigados a executar trabalhos de adultos e praticamente perdiam sua infância.A partir da metade do século XVIII, com a descoberta das minas de ouro, os escravos de origem africana passaram a trabalhar também na mineração. Faziam o trabalho mais pesado, ou seja, quebravam pedras, carregavam cascalho e atuavam na busca de pepitas de ouro nos rios.
O trabalho imposto aos escravos no Brasil até a abolição (1888) foi duro, massacrante e injusto (pois era obrigatório, sem direitos e sem remuneração). Recebiam apenas alimentação de baixa qualidade, roupas velhas e alojamento (senzala) subumano. Muitos escravos não resistiam e morriam de doenças ou em acidentes de trabalho, que eram comuns na época. Não possuíam não direito e eram vendidos e comprados como mercadorias. Contra estas condições de trabalho, muitos escravos fizeram revoltas ou fugiram, formando os quilombos, onde podiam trabalhar de acordo com os costumes africanos.
DEFINIÇÃO
O Abolicionismo pode ser definido como um movimento político e social que defendeu e lutou pelo fim da escravidão no Brasil, na segunda metade do século XIX. O abolicionismo contou com participação de vários segmentos sociais como, por exemplo, políticos, advogados, médicos, jornalistas, artistas, estudantes, etc.As grandes conquistas do movimento abolicionista no Brasil foram: Lei do ventre Livre (1871), Lei dos Sexagenários (1885) e Lei Áurea (1888).Principais representantes do abolicionismo:
- Rui Barbosa- José do Patrocínio
Lei do Ventre Livre 
A Lei do Ventre Livre, também conhecida como “Lei Rio Branco” foi uma lei abolicionista, promulgada em 28 de setembro de 1871 (assinada pela Princesa Isabel). Esta lei considerava livre todos os filhos de mulher escravas nascidos a partir da data da lei.Como seus pais continuariam escravos (a abolição total da escravidão só ocorreu em 1888 com a Lei Áurea), a lei estabelecia duas possibilidades para as crianças que nasciam livres. Poderiam ficar aos cuidados dos senhores até os 21 anos de idade ou entregues ao governo. O primeiro caso foi o mais comum e beneficiaria os senhores que poderiam usar a mão de obra destes “livres” até os 21 anos de idade. A Lei do Ventre Livre tinha por objetivo principal possibilitar a transição, lenta e gradual, no Brasil do sistema de escravidão para o de mão de obra livre. Vale lembrar que o Brasil, desde meados do século XIX, vinha sofrendo fortes pressões da Inglaterra para abolir a escravidão.

Junto com a Lei dos Sexagenários, A Lei do Ventre Livre (1887), a Lei do ventre Livre serviu também para dar uma resposta, embora fraca, aos anseios do movimento abolicionista.
                                     
                                       LEI Nº 2040 de 28.09.1871 - LEI DO VENTRE LIVRE

A Princesa Imperial Regente, em nome de S. M. o Imperador e Sr. D. Pedro II, faz saber a todos os cidadãos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1.º - Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre.
§ 1.º - Os ditos filhos menores ficarão em poder o sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão a obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso, o Governo receberá o menor e lhe dará destino,em conformidade da presente lei.
§ 6.º - Cessa a prestação dos serviços dos filhos das escravas antes do prazo marcado no § 1°. se por sentença do juízo criminal reconhecer-se que os senhores das mães os maltratam, infligindo-lhes castigos excessivos.
Art. 2.º - O governo poderá entregar a associações, por ele autorizadas, os filhos das escravas, nascidos desde a data desta lei, que sejam cedidos ou abandonados pelos senhores delas, ou tirados do poder destes em virtude do Art. 1.º- § 6º.
§ 1.º - As ditas associações terão direito aos serviços gratuitos dos menores até a idade de 21 anos completos, e poderão alugar esses serviços, mas serão obrigadas:
1.º A criar e tratar os mesmos menores;
2.º A constituir para cada um deles um pecúlio, consistente na quota que para este fim for reservada nos respectivos estatutos;-
3.º A procurar-lhes, findo o tempo de serviço, apropriada colocação.
§ 2.º - A disposição deste artigo é aplicável às Casas dos Expostos, e às pessoas a quem os juízes de órfãos encarregarem da educação dos ditos menores, na falta de associações ou estabelecimentos criados para tal fim.
§ 4.º - Fica salvo ao Governo o direito de mandar recolher os referidos menores aos estabelecimentos públicos, transferindo-se neste caso para o Estado as obrigações que o § 1.º impõe às associações autorizadas.
Art. 3.º - Serão anualmente libertados em cada província do Império tantos escravos quantos corresponderem à quota anualmente disponível do fundo destinado para a emancipação...
Art. 4.º - É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio.
§ 1.º - Por morte do escravo, a metade do seu pecúlio pertencerá ao cônjuge sobrevivente, se o houver, e a outra metade se transmitirá aos seus herdeiros, na forma da lei civil. Na falta de herdeiros o pecúlio será adjudicado ao fundo de emancipação, de que trata o art. 3.º...
§ 4.º - O escravo que pertencer a condôminos e for libertado por um destes, terá direito a sua alforria indenizando os outros senhores da quota do valor que lhes pertencer. Esta indenização poderá ser paga com serviços prestados por prazo não maior de sete anos...
§ 7.º - Em qualquer caso de alienação ou transmissão de escravos, é proibido, sob pena de nulidade, separar os cônjuges e os filhos menores de doze anos do pai ou da mãe.
§ 8.º - Se a divisão de bens entre herdeiros ou sócios não comportar a reunião de uma família, e nenhum deles preferir conservá-lo sob seu domínio, mediante reposição da quota, ou parte dos outros interessados, será a mesma família vendida e o seu produto rateado...
Art. 6.º - Serão declarados libertos:
§ 1.º - Os escravos pertencentes à nação, dando-lhes o governo a ocupação que julgar conveniente.
§ 2.º - Os escravos dados em usufruto à Coroa.
§ 3.º - Os escravos das heranças vagas.
§ 4.º - Os escravos abandonados por seus senhores. Se estes os abandonarem por inválidos, serão obrigados a alimentá-los, salvo o caso de penúria, sendo os alimentos taxados pelo juiz de órfãos.
§ 5.º - Em geral, os escravos libertados em virtude desta lei ficam durante 5 anos sob a inspeção do governo. Eles são obrigados a contratar seus serviços sob pena de serem constrangidos, se viverem vadios, a trabalhar nos estabelecimentos públicos. Cessará, porém, o constrangimento do trabalho, sempre que o liberto exigir contrato de serviço.
Art. 8.º - O Governo mandará proceder à matrícula especial de todos os escravos existentes do Império, com declaração do nome, sexo, estado, aptidão para o trabalho e filiação de cada um, se for conhecida.
§ 1.º - O prazo em que deve começar e encerrar-se a matrícula será anunciado com a maior antecedência possível por meio de editais repetidos, nos quais será inserta a disposição do parágrafo seguinte.
§ 2.º - Os escravos que, por culpa ou omissão dos interessados não forem dados à matrícula, até um ano depois do encerramento desta, serão por este fato considerados libertos.
§ 4.º - Serão também matriculados em livro distinto os filhos da mulher escrava, que por esta lei ficam livres. Incorrerão os senhores omissos, por negligência, na multa de 100$000 a 200$000, repetidas tantas vezes quantos forem os indivíduos omitidos, e por fraude nas penas do Ari. 179 do código criminal.
§ 5.º - Os párocos serão obrigados a ter livros especiais para o registro do nascimento e óbitos dos filhos de escravas, nascidos desde a data desta lei. Cada omissão sujeitará os párocos à multa de 100$000.
Art. 9.º - O Governo em seus regulamentos poderá impor multas até 100$000 e penas de prisão simples até um mês.
Art. 10º - Ficam revogadas as disposições em contrário. Manda, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário de Estado de Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas a faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, aos 28 de setembro de 1871, 50.º da Independência e do Império
Princesa Imperial Regente - Teodoro Machado Freire Pereira da Silva.
INTRODUÇÃO
Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão de obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.
PROCESSO DE ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRASIL
Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.  Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.
A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.
A vida dos negros brasileiros após a abolição
Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão de obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos  negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).
ESCRAVIDÃO NO BRASIL
Sem dúvida, um dos mais tristes momentos da nossa história.Foram os escravos que produziram todas ou quase todas as riquezas da América.No início, os portugueses, escravizaram os índios, porém com o passar do tempo, foram substituídos pelos africanos.Alguns estudiosos acham que esta substituição se deu pelo fato dos africanos se adaptarem melhor ao tipo de trabalho realizado na colônia.É importante ressaltar que o vergonhoso comércio de escravos representou uma excelente alternativa econômica para a Europa e trouxe muitos lucros para os europeus.A escravidão do negro era mais rentável do que a do índio, por isso valia a pena o alto custo do investimento.
A presença negra na América começou por volta de 1550. O escravo africano era considerado por muitos como simples mercadoria e a escravidão chegou a ser indispensável para o progresso e prosperidade do país. Quando chegavam aqui (nos navios negreiros), eram exibidos para que os compradores pudessem analisá-los. Evitavam comprar escravos da mesma família ou da mesma tribo (pois não queriam rebeliões).
Os escravos viviam em senzalas, onde ficavam presos quando não estavam trabalhando, e eram responsáveis por todo trabalho braçal realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar.A vida útil do escravo adulto não passava de 10 anos (por causa da dureza dos trabalhos e precariedade da alimentação) e seus filhos eram seus substitutos.Qualquer deslize era motivo para as mais horríveis punições. Para fugir de todos estes sofrimentos, alguns escravos se suicidavam; outros, matavam seus feitores e ainda os que fugiam para os quilombos.Nos quilombos (geralmente localizados em lugares de difícil acesso), os escravos viviam em liberdade, produziam seus alimentos, fabricavam roupas, móveis e instrumentos de trabalho, cultivavam também as crenças, as tradições e os costumes africanos. O adultério, o roubo e o homicídio eram punidos com a pena de morte.Alguns escravos que não conseguiam chegar até o quilombo, eram capturados no meio do caminho pelos capitães do mato que eram remunerados pelo seu trabalho.
Os quilombos estavam espalhados em todo o território colonial, porém, a falta de registros impede que estudiosos descubram mais detalhes sobre eles. Mesmo assim, ainda encontramos comunidades remanescentes de antigos quilombos no interior do Brasil.O mais famoso de todos os quilombos, chamava-se Palmares e ficava em Alagoas. Esse quilombo possuía aproximadamente 20 ou 30 mil habitantes. Dentre os seus líderes destacava-se Zumbi. Durante o século XVII, vários governos (portugueses e holandeses) quiseram destruí-lo. Foram várias tentativas em 80 anos de conflito, mas Palmares resistia bravamente e chegou a derrotar cerca de 30 expedições enviadas.
Foi somente em 1695 que Palmares foi destruído por completo, com a colaboração do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho que para cumprir a missão se armou com homens preparados e um vasto material bélico.Zumbi foi capturado um ano depois da destruição de Palmares e foi executado.
Só a partir da Independência (1822) que as pessoas começaram a ter uma consciência antiescravista. Baseado nos ideais iluministas (o pensamento iluminista considerava o homem como a obra mais importante de Deus), muitos achavam que em uma sociedade livre, não havia espaço para a escravidão. Na mesma época (séc. XIX), cresciam as pressões internacionais pelo fim do tráfico negreiro.Em 1821, a Assembleia Geral aprovou uma lei pela qual os africanos que entrassem no país a partir daquela data seriam livres, mas isso ficou só no papel.
A Inglaterra aboliu a escravatura em 1833 (embora tenha sido o maior país traficante de escravos até o final do século XVIII) e passou a ser uma grande defensora da abolição.
Após a Revolução Industrial, a busca por mercados consumidores mais amplos começou a se intensificar. Era preciso buscar trabalhadores assalariados e como os escravos não recebiam por seus trabalhos e não podiam comprar, a Inglaterra começou a fazer pressão para o fim da escravidão. O Brasil era, naquela época, o maior comprador de escravos, logo esta pressão caiu sobre o nosso país.
Em 1845, foi aprovado o Bill Aberdeen – uma Lei que autorizava a esquadra britânica a prender os navios negreiros e a julgar seus tripulantes. O Brasil protestou, porém, em 1850 (cedendo às pressões inglesas), a Assembleia Geral aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiria o tráfico negreiro.
A partir de 1860, os manifestos contra a escravidão ficavam cada vez mais intensos, graças à imprensa e a várias campanhas antiescravistas.Muitos se declararam abolicionistas, como por exemplo, o poeta Castro Alves (Terceira Geração Romântica – Poesia Social), chamado “Poeta dos Escravos”. Ele escreveu as seguintes obras: “Navio Negreiro” e “Vozes d’Africa” e “Os Escravos”.
Em 1865, com a abolição da escravatura nos EUA só restavam dois países com o regime de escravidão: Brasil e Cuba.A situação se agravou e em 1871 foi assinada a Lei do Ventre Livre declarando que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres.
Em 1885, a Lei dos Sexagenários, declarava libertos todos os escravos acima de 60 anos. Essa Lei foi encarada pelos abolicionistas como uma “brincadeira de mau gosto”, pois a vida útil de um escravo adulto não passava de 10 anos.No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão no Brasil. Vários fatores causaram a assinatura desta Lei, dentre eles a rebeldia dos escravos e as campanhas abolicionistas.
Embora não existisse mais escravidão no Brasil, os escravos, agora livres, tinham um grande problema pela frente: foram postos em liberdade sem nenhuma garantia de emprego ou qualquer coisa que garantisse a sua sobrevivência.Tinham ainda que se preocupar com um fator que até hoje os persegue: o preconceito.Apesar de todos os sofrimentos, é inegável que o negro contribuiu muito para a nossa cultura, além da diversidade étnica, a cada dia que passa comprovamos a presença negra em vários setores: na culinária (feijoada, vatapá, acarajé), na religião (umbanda e candomblé), na música, no vestuário, etc.
Leia também:

 ALIMENTAÇÃO DOS ESCRAVOS QUE TRABALHAVAM NAS FAZENDAS DE MINAS GERAIS

Os escravos que trabalhavam nas lavouras de Minas não recebiam o tratamento humano que os ingleses da mineração de Morro Velho davam aos seus e a que nos referimos no capítulo anterior. O tratamento era pelo geral dos mais duros e até de monstruosa insensibilidade em muitos casos. A alimentação consistia no estritamente necessário para que os "fôlegos vivos" (como eram chamados) não se enfraquecessem demais ou não morressem de desnutrição, com grave prejuízo dos trabalhos que deles se exigia. Interessava ao proprietário conservá-los, como às bestas de carga, em boas condições de uso.

A alimentação, quase sempre, não passava de feijão bichado e arroz mal cozido. Em outros casos, a pobre besta escravizada tinha de se contentar com laranja, banana e farinha de mandioca. E toca a trabalhar. Assim como ficou no nosso folclore:

Comida de negro brabo
Quatro laranjas num gaio
Uma cuia de farinha
Cinco ponta de vergaio


Os porcos tinham melhor alimentação, ou quando nada mais farta, porque era preciso engordá-los para o abate. "Comida pouca e bem salgada, pro negro beber muita água", tal era o mote de muito senhor.
Não faltava quem defendesse os fazendeiros contra as acusações gerais de maus tratos e pior passadio, a que submetiam os seus escravos. Assim, se fazia, por exemplo, num trabalho sobre a agricultura em Minas, publicado em várias edições do Correio Oficial de Minas, em dias de outubro de 1859, sem constar o nome do autor, mas que supomos ser do conselheiro Francisco de Paula Cândido. Dele retiramos os seguintes tópicos:

"O escravo do fazendeiro nesta província tem uma alimentação que faria inveja às classes indigentes da Europa e a muita gente livre que vive nas nossas velhas cidades… A base da alimentação dos escravos é o feijão, e esse pão de farinha de milho (fubá) sem fermento, a que damos a denominação pouco eufônica de – angu. O angu feito em um tacho com água quente, bem como o feijão, é dado ao escravo à discrição, e há sempre tanta sobra que eles sustentam com ela seus cães. O toucinho também lhes é fornecido para adubar o feijão. O escravo tem além disso, para seu alimento as ervas, como mostarda e serralha que crescem espontaneamente em todas as roças, as frutas, especialmente a laranja, que é de tanta abundância, em muitos lugares, que apodrece desprezada debaixo dos pés. Tem muitas vezes carne, quase sempre ele mesmo aumenta a sua cozinha com a caça, palmito, mandioca, batatas, etc. Quase todo escravo tem a sua roça própria, que cultiva nos dias santos e outras vagas, da qual o mesmo senhor compra-lhe os produtos nos anos de ruim colheita. Outros plantam fumo e algodão, que vendem para a compra de roupas domingueiras e outras necessidades".- Mais: "Além desses lucros lícitos, por via de regra, todo escravo roubava de seu senhor."

Lembrava que era pelo geral bondoso o tratamento que os proprietários davam aos cativos, ponderando:
Não é exato, como se pretende, que o trabalho escravo seja excessivo, e basta comparar por esse lado a sorte dos escravos nesta província com a dos jornaleiros das fábricas da Europa, para se concluir que aqueles são mais felizes. A diferença está no nome, se uns são escravos por lei, outros o são pela fome."
Citava a seguir as manufaturas de algodão na Inglaterra onde meninos desde a idade de oito anos trabalhavam oito a dez horas consecutivas, tornando a trabalhar depois de duas a três horas, e assim continuavam durante semanas. Para tê-los acordados, castigavam-nos com cordas, chicotes e às vezes com pauladas nas costas e na cabeça.

Vejamos como se tratavam os cativos numa fazenda típica do centro de Minas, pelo meado do século passado. Fazenda importante, a do major Mascarenhas. Possuía mais de centena e meia de escravos de ambos os sexos. A vida a que estavam ali sujeitos, dando-se crédito ao que nos informa Paulo Tamm (A família Mascarenhas e a indústria têxtil em Minas. Belo Horizonte, 1940, p. 65 – obra reeditada com o título Uma dinastia de tecelões. Belo Horizonte, 1960), era bem melhor que na maior parte das fazendas. Um sino os despertava antes do romper do sol. Formados em fila no terreiro, eram contados pelo feitor e seus ajudantes, que logo a seguir rezavam uma oração, repetida por todos. Distribuída a cada um a alimentação da manhã, partiam para as lidas da roça e imediatamente homens e mulheres começavam o penoso labor. Às oito horas chegava o almoço, trazido por escravas, composto de feijão cozido com gordura e misturado com farinha de mandioca. Descanso de meia hora e, logo, continuação da labuta. Às duas horas vinha o jantar: feijão com angu e couve, o mesmo todos os dias. Duas vezes por semana, um pedaço de carne. Ao pôr-do-sol, regresso à fazenda. Passada a revista pelo feitor, recebia cada um a ceia, que era um prato de canjica adoçada com rapadura.

O romancista Avelino Fóscolo, realista da escola de Zola, retraçou num quadro incisivo os hábitos sociais duma fazenda da mesma região e aproximadamente da mesma época. Quem sabe não era a mesma antes mencionada, que o escritor conheceu muito bem? Eis como, no romance O mestiço, mostra os tristes escravos cevando-se como suínos na comida que lhes é servida em pesadas vasilhas:

"Em baixo assomaram duas escravas trazendo o jantar. Os trabalhadores se encaminharam à sombra de um jacarandá onde as mulheres depuseram gamelas contendo a comida: angu em bolas endurecidas, quase petrificadas, e feijão intragável. Com avidez de famintos, procurando cada qual maior quinhão, lançaram-se sobre os mal preparados alimentos, comendo todos em promiscuidade, com as mãos imundas e numa voracidade de animal selvagem."
Servia-se o jantar às duas horas. O almoço às oito, constara de feijão com farinha de mandioca. Finda a refeição, o feitor acendia o cachimbo e os homens livres chupavam compridos cigarros de palha, enquanto os cativos se privavam dessa distração, por temerem o senhor.

Linguagem minudente, exata, é a que usa outro romancista mineiro, Gilberto de Alencar, em Memórias sem malícia de Gudesteu Rodovalho, ao fazer-nos a descrição da comida dos servos da gleba, numa fazenda para os lados de Capela Nova das Dores, perto de Carandaí. Muito cedo, ainda no escuro, após ingerirem o gole de cachaça e a xícara de café, eram os homens encaminhados para a roça pelo feitor. O almoço e o jantar eram trazidos do sítio por um dos camaradas. Vinham num grande balaio contendo a panela de feijão, o angu esparramado em largas folhas de bananeira, a abóbora moganga, a couve rasgada, raramente um pedaço de carne de porco fresca ou salgada. Posto no chão o balaio, todos se acocoravam em volta, enchiam as cuias, tomavam a colher de ferro estanhado e iam sentar-se por ali, nos troncos derrubados, comendo em silêncio. Repetiam uma e duas vezes. Iam depois às bananas ou ao leite com angu. Saciados, arrotavam sonoramente, puxavam da faca, cortavam na palma da mão o fumo de rolo, alisavam sem pressa a palha de milho, faziam o cigarro e batiam a binga, tirando o fogo. À noitinha, no alpendre, tomavam outro gole de cachaça e outra xícara de café.

Inicia-se Uma história de quilombolas, de Bernardo Guimarães, com um diálogo entre o chefe do quilombo e um negro que acaba de se refugiar ali:

"- Então, malungo, está comendo tão caladinho!… Fala sua verdade, isto não é melhor do que comer uma cuia de feijão com angu, que o diabo temperou, lá em casa do seu senhor? …

- E às vezes nem isso, pai Simão. Laranja com farinha era almoço de nós, e enxada na unha de sol a sol.."

O romancista Godofredo Rangel (Vida ociosa) fala duma fazenda do sul de Minas, onde havia tantos escravos, que davam de comer à molecada num cocho de que ainda no eirado restam vestígios. "Despejavam ali dentro tachadas de canjiquinha e com uma buzina convocavam a meninada esparsa. De todas as senzalas, da casa, da horta, negrinhos acudiam correndo, como uma horda de capetinhas nus. E as mãos avançavam para a comida."

Com o fim da escravidão, não melhoraram as condições alimentares da população negra. Em muitos casos, pioraram. Libertara-se de todo trabalho cativo e da dureza e maus tratos dos senhores; tinha porém agora de ganhar o sustento mediante a iniciativa e o esforço próprios, em condições penosas e difíceis. Muita gente de raça negra, esparsa pelos sertões de Minas, tão falha de recursos se acha em muitos casos, que se nutre mal e mal com o que a natureza avaramente lhe pode proporcionar: algum peixe, alguma caça, raízes, palmitos e frutas do mato, como pequis (com suas castanhas substanciais), araçás, goiabas, guarirobas, araticuns, cagaiteiras, pitangas.

O palhaço Benjamin de Oliveira, outrora famoso, filho de pretos, antigos escravos, conta em suas Memórias (recolhidas por Clóvis Gusmão, em A Gazeta. São Paulo, 02/09/1941) como curtira privações durante a infância em Pará de Minas: "Todos ali sabiam – disse – que meus pais passavam dias e dias se alimentando de abóbora e mingau de fubá".

(FRIEIRO, Eduardo. 
Feijão, angu e couve. Belo Horizonte / São Paulo, Editora Itatiaia / Editora da Universidade de São Paulo, 1982. Reconquista do Brasil (nova série), v. 72)

EDUARDO FRIEIRO nasceu em Matias Barbosa, MG, no ano de 1892, falecendo na mesma localidade em 1982. Por sua iniciativa foi fundada a Sociedade Editora Amigos do Livro, em Belo Horizonte. A partir de 1946, começou a escrever artigos literários para o Estado de Minas e para o Diário de São Paulo. Foi diretor da Biblioteca Pública de Minas Gerais. Publicou, entre outros livros,Páginas de crítica e outros ensaios (1956), O diabo na livraria do cônego e outros temas mineiros (1957), O alegre arcipreste e outras páginas da literatura espanhola(1959), O romancista Avelino Fóscolo (1960) e Torre de papel (1969).
(Grande enciclopédia Larousse cultural)
Aqui estamos com mais uma postagem, como dito no anterior. Espero que aproveitem o conhecimento aqui mostrado:Os escravos que trabalhavam nas lavouras de Minas não recebiam o tratamento humano que os ingleses da mineração de Morro Velho davam aos seus. O tratamento era pelo geral dos mais duros e até de monstruosa insensibilidade em muitos casos. A alimentação consistia no estritamente necessário para que os “fôlegos vivos” (como eram chamados) não se enfraquecessem demais ou não morressem de desnutrição, com grave prejuízo dos trabalhos que deles se exigia. Interessava ao proprietário conservá-los, como às bestas de carga, em boas condições de uso.
Barreado
A alimentação, quase sempre, não passava de feijão bichado. A famosa feijoada, hoje apreciada por muitos, era refeição dos escravos. Os senhores após degustarem um porco, davam a eles os restos (orelha, rabo, patas…), que misturavam com feijão preto.Uma comida principalmente conhecida no Sul é o Barreado. Esta também era comida dos escravos. Era um pouco cansativo de preparar: cavavam um buraco no chão; forravam-no com folhas de bananeira; punham os restos de carne, e tampavam novamente com as folhas. Misturando carvão com gordura, fabricavam uma espécie de papa, onde botavam nas laterais do buraco para tapá-lo melhor. Conforme a cor das folhas ia mudando eles sabiam se estava no ponto ou não.
No Paraná existem restaurantes muito conhecidos, onde servem principalmente o conhecido Barreado. Os senhores diziam para os seus escravos que comer manga com leite era veneno. Assim estes teriam medo e não roubariam mais. E até hoje muita gente acredita nisso, não comendo os dois ao mesmo tempo.
Feijoada
Em outros casos, a pobre besta escravizada tinha de se contentar com laranja, banana e farinha de mandioca. E toca a trabalhar. Assim como ficou no nosso folclore:
Comida de negro brabo
Quatro laranjas num gaio
Uma cuia de farinha
Cinco ponta de vergaio
Os porcos tinham melhor alimentação, ou quando nada mais farta, porque era preciso engordá-los para o abate. “Comida pouca e bem salgada, pro negro beber muita água“, tal era o mote de muito senhor.
O negro introduziu na cozinha o leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, confirmou a excelência da pimenta malagueta sobre a do reino, deu ao Brasil o feijão preto, o quiabo, ensinou a fazer vatapá, caruru, mungunzá, acarajé, angu e pamonha.
A cozinha negra, pequena mas forte, fez valer os seus temperos, os verdes, a sua maneira de cozinhar. Modificou os pratos portugueses, substituindo ingredientes; fez a mesma coisa com os pratos da terra; e finalmente criou a cozinha brasileira, descobrindo o chuchu com camarão, ensinando a fazer pratos com camarão seco e a usar as panelas de barro e a colher de pau.
MILAGRE PARA O GOVERNADOR TOMAR SOPA
O primeiro negro pisou no Brasil com a armada de Martin Afonso. Negros e mulatos (da Guiné e do Cabo Verde) chegaram aqui em 1549, com o Governador Tomé de Souza, que comia mal e era preconceituoso: entre outras coisas, não admitia sopa de cabeça de peixe, em honra a São João Batista.
Bem que o Padre Nóbrega tentou convencê-lo de que era bobagem, mas Tomé de Souza resistiu, até que o jesuíta mandou deitar a rede ao mar e ela veio só cabeça de peixe, bem fresca e o homem deixou a mania, entrou na sopa.
Da guiné vieram, principalmente, fulas e mandingas, islamitas e gente de bem comer. Os fulas eram de cor opaca, o que resultou no termo “negro fulo” (entrando depois na língua a expressão “fulo de raiva”, para indicar a palidez até do branco). Os mandingas também entraram na língua como novo sinônimo para encantamentos e artes mágicas. Mas os iorubanos ou nagôs, os jejes, os tapas e os haussás, todos sudaneses islamitas e da costa oeste também, fizeram mais pela nossa cozinha porque eram mais aceitos como domésticos do que a gente do sul, o povo de Angola, a maioria de língua banto, ou do que os negros cambindas do Congo, ou os minas, ou os do Moçambique, gente mais forte, mais submissa e mais aproveitada para o serviço pesado.
O africano contribuiu com a difusão do inhame, da cana de açúcar e do dendezeiro, do qual se faz o azeite de dendê. O leite de coco, de origem polinésia, foi trazido pelos negros, assim como a pimenta malagueta e a galinha de Angola.
ABARÁ
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá e Ibeji).
ABERÉM
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Omulu e Oxumaré).
ABRAZÔ
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite de dendê.
ACAÇÁ
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã, Ibeji, Iêmanja e Exu.]
ADO
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com azeite de dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxum).
ALUÁ
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.
QUIBEBE
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne de sol ou com charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite de dendê e cheiro verde.
Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

  
Leia a história a seguir e depois responda às questões.

Chapeuzinho Vermelho ficou grande.
   Nilce Ferreira

      Chapeuzinho Vermelho cresceu. Mas continuavam chamando-a de Chapeuzinho Vermelho, apesar de agora não usar capuz e sim capacetes de todas as cores: Amarelo, verde, azul, laranja, preto, tinha até cor de rosa com bolinhas brancas.
Obrigava sua mãe a comprar um novo, todas as vezes que iam as compras, pois fazia coleção.Mas seu preferido mesmo ainda era aquele vermelho, presente de sua querida e amada vovozinha.
      Sua vida era muito boa: pela manhã ia à escola, à tarde ouvia música, lia livros, ajudava sua mãe nos pequenos afazeres domésticos, como, dar milho às galinhas e molhar as plantas.Os capacetes, ela os usava na moto que recebera de presente de aniversário.
      E estava felicíssima. Combinava os capacetes com sua roupa, claro que não era uma moto daquelas grandes e bem equipadas. Era uma moto simples, mas VELOZ.
    Com ela ia à escola, pois sua casa ainda ficava no meio da floresta e a estrada era de terra.Sua mãe pensou ser mais seguro do que chapeuzinho ir a pé.
    Além de chegar mais rápido, não ficaria se distraindo pelo caminho, colhendo flores e pedrinhas e nem conversando com estranhos. Cada dia que passava Chapeuzinho ficava mais craque na moto.
   Cada manhã saía com um capacete, é claro, diferente.Como toda garota, tinha um espírito aventureiro e era muito esperta e corajosa.Certa tarde, sua mãe pediu que fosse até a casa da vovó levar um bolo de chocolate e suco de  laranja, pois estava um pouco resfriada.Chapeuzinho pegou um capacete e a cesta rápido, ligou sua moto e partiu. Nem ouviu quando sua mãe gritou:
__ Cuidado com a estrada, vai devagar.Logo Chapeuzinho estava na estradinha que levava à casa da vovó. Ia feliz, apreciando a paisagem e pegando um ventinho gostoso no rosto.De repente, a moto engasgou. Vocês sabem que todos os veículos a gasolina precisam dela para andar.
  Felizmente, acabar o combustível não acontece de uma hora para outra.No painel há um relógio que avisa o dono quando está precisando abastecer.Mas, às vezes, uma moto pode perder inesperadamente sua velocidade e parar, quando seu dono é bastante distraído e se esquece de olhar que o combustível acabou.
E foi exatamente isso que aconteceu naquela tarde ensolarada. No meio da floresta a gasolina acabou.
Chapeuzinho e sua moto estavam paradas próximas ao lago, sem nenhum posto de gasolina por perto.Quando Chapeuzinho estava chutando sua moto, tentando em vão ligá-la, estacionou ao seu lado uma grande moto “Harley Davidson”, toda preta, fazendo um barulho muito alto: RUM... RUM... RUM...
Lá estava o lobo mal sentado em cima daquela máquina, de todo tamanho. E perguntou:
__Onde você está indo, linda menina?
__ À casa da minha avó; por quê? __ respondeu Chapeuzinho, sem muita paciência.O lobo querendo conquistar a menina e se fazendo de bonzinho, ofereceu ajuda.
__ Deixa eu tentar consertar, menina. Mas antes me diga, onde é que mora sua querida vovozinha?Chapeuzinho parou e com a cara vermelha de raiva, disse:
__É o lobo mal, não é? E está cansado de saber onde mora minha avó.
   Vou falar pela última vez, hem? Fica detrás daquele morro, é toda branca de portas e janelas amarelas.Falando isso, entregou sua moto ao lobo Enquanto ele estava envolvido com o defeito, Chapeuzinho deu um pulo em cima da “Harley Davidson” e saiu em disparada pela floresta.
__Vou pegar você! __ Gritou o lobo mal, furioso.Chapeuzinho chegou primeiro à casa da avó. Foi entrando e falando:
__Levante dessa cama. Vamos nos esconder. O Lobo Mal deve chegar logo.As duas ficaram dentro do armário com uma vassoura na mão, e Chapeuzinho logo telefonou para o zoológico, pedindo socorro.Logo depois, o Lobo chegou cansado e bufando de tanto correr e, de barriga vazia, morrendo de fome.Não bateu.
Arrebentou a porta e partiu em direção à cama da vovozinha. Chapeuzinho Vermelho, muito esperta, havia colocado algumas almofadas embaixo das cobertas, para enganar o Lobo.
Quando o Lobo se jogou na cama, as duas partiram para cima dele, cada uma com uma vassoura e começaram a bater com o cabo na sua cabeça com todas as suas forças.
Quando os homens do zoológico chegaram, as duas já tinham vencido o lobo com tantas vassouradas.Ele estava chorando no chão, pedindo para ser levado ao zoológico e tentava se desculpar:
__Eu só queria devolver a moto. __ Ia dizendo baixinho, enquanto a cabeça parecia estar com a maior enxaqueca do mundo.Dizem que até hoje o Lobo está muito bem obrigado, vivendo no zoológico, e não quer nem ouvir falar de Chapeuzinho Vermelho. Aliás, ele até virou vegetariano. 

                              Após a leitura do texto, responda:

       1)  Que características são comuns à chapeuzinho vermelho na história original e na história atual?
Usavam enfeites na cabeça que combinavam com sua roupa, apreciava a natureza nas duas histórias, era muito prestativa e amorosa, corajosa e esperta.
2)   Que diferenças são possíveis perceber na chapeuzinho menina e na chapeuzinho crescida? cite duas diferenças.As diferenças são que “chapeuzinho menina” usava um chapeuzinho de tecido vermelho e a “chapeuzinho crescida” usava capacete, a “chapeuzinho menina” andava a pé e a “chapeuzinho crescida” andava de moto.obs: professor, outras diferenças poderão ser registradas pelas crianças. será necessário verificar se elas estão de acordo com o texto.
       3)    Na história original como é o encontro do lobo com chapeuzinho vermelho?
Na história original o encontro do lobo com a chapeuzinho acontece em uma parte da floresta onde há muitas flores e ele se faz de bonzinho e engana a menina indo à casa de sua avó pelo caminho mais curto.
4)  Escreva como é o encontro desses dois personagens no texto apresentado.Nessa história, o encontro com o lobo com chapeuzinho acontece em uma estrada e os dois estavam “pilotando” uma moto. a moto da menina estava com defeito e ele ao se aproximar não consegue enganá-la, pelo contrário, ela é quem o engana e vai rapidamente para a casa de sua avó.
5) Na história atual, a autora revela uma rotina de atividades importantes e necessárias na vida de chapeuzinho vermelho.
Retire do texto as atividades que chapeuzinho faz em um dia e depois registre se há semelhanças ou diferenças entre a rotina dela e a sua.
 rotina de chapeuzinho vermelho (retire do texto):rotina de chapeuzinho:“pela manhã ia à escola, à tarde ouvia música, lia livros, ajudava sua mãe nos pequenos afazeres domésticos, como, dar milho às galinhas e molhar as plantas”semelhanças e diferenças entre sua rotina e a dela:rotina pessoal (cada criança deverá escrever coisas que fazem parte de sua rotina, semelhanças e diferenças.)

6) Releia o trecho abaixo:

Logo chapeuzinho estava na estradinha que levava à casa da vovó. ia feliz, apreciando a paisagem e pegando um ventinho gostoso no rosto.
Identifique as palavras desse trecho que estão no diminutivo:as palavras que estão no diminutivo são: chapeuzinho, estradinha e ventinho.explique o efeito que o diminutivo provocou no sentido de cada palavra no texto.

chapeuzinho dá ideia de carinho, delicadeza, afetividade.
estradinha dá ideia de estrada pequena, estreita, estrada de interior.
ventinho da ideia de que havia um pouco de vento que refrescava o rosto da menina. pequena quantidade de vento.
7) O  final da história original também se difere dessa história.que diferenças você consegue registrar, em relação ao final das histórias: “chapeuzinho vermelho” e “chapeuzinho vermelho ficou grande”?Na história original, chapeuzinho é enganada pelo lobo que diz ser sua avó e depois é devorada pelo animal que demonstra muita gula. depois de algum tempo é retirada da barriga do lobo por um caçador. nessa história o lobo é quem é enganado e a menina esconde- se no armário com sua avó e “pegam” o lobo de surpresa no momento em que ele entra em casa.
 8)   No final da história, o lobo tenta justificar o motivo pelo qual ele teria ido à casa da vovó.Qual é essa justificativa?o lobo diz que só queria devolver a moto para a menina

9)  a) procure o significado da palavra vegetariano no dicionário. registre-o nas linhas a seguir de acordo com o sentido do texto.vegetariano quer dizer: aquele que faz uso de alimentos vegetais.
b) explique a frase: “aliás, ele até virou vegetariano.”
de acordo com a história, o lobo ficou traumatizado com a experiência vivida, quando tentou devorar a vovozinha de chapeuzinho. desde então não quer mais saber de se alimentar de carne, só com vegetais.


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